Ana Carolina Tavares

Sabe “efeito borboleta”? O nome chama a atenção igualmente. E tem a ver com o passado também. Assim como “caminhos da memória” desse ano, vamos nos aprofundar nas memórias do protagonista.

Denso, num vai e volta sem fim. Com trilha sonora pesada, Dylan O’Brien entrega tudo nesse thriller psicológico. Realmente você se sente no drama pessoal dele, enquanto que o suspense paira no ar, queremos respostas – tanto quanto ele.

No entanto, essas idas e vindas deixam tudo muito confuso, salvando apenas a atuação de Dylan . Porque Fred, nem tanto. O personagem em si não tem nada que conecte ao público, imagine então os demais que não são os principais. Sim, os secundários muito menos. O que nos faz mais ainda nos distanciar dos papéis, o que é uma pena, uma vez que se perde com personagens não bem aproveitados.

Efeito Flashback, com Dylan O'Brien, aposta no suspense e erra no roteiro
Dylan O’Brien em Efeito Flashback

Mesmo não sendo viagem no tempo, transitar no presente e passado é algo que me agrada. Sua mente, porém, está completamente imersa nessa busca. E acaba por nos fazer acreditar que é o que realmente importa.

Nos flashbacks de sua vida, ele vai transitar pelo mundo das drogas, um passado oculto e muito mistério. Ele tem umas visões e busca compreender o que aconteceu com sua amiga. Acaba não vivendo sua vida atual para tal investigação. Nesse frenesi que a trama se desenvolve.

Um jovem certinho que se envolveu com a droga “Mercúrio” e esqueceu-se de tudo. Agora adulto, terá que revisitar suas memórias. E não será nada fácil, pois, ao mergulharmos em nossas memórias, mil e uma coisas hão de emergir. E quem disse que serão apenas boas memórias?