O longa terá sua primeira sessão presencial no Brasil na sexta 19/11, em sessão gratuita no CineSesc (SP), e também estará disponível para streaming entre 11 e 14/11

Com diversos prêmios em festivais, incluindo o de Melhor Filme pelo Júri da Crítica em Gramado e Global Vision Award no Cinequest Film Festival (EUA), A PRIMEIRA MORTE DE JOANA, de Cristiane Oliveira,terá sua primeira sessão presencial no país no sábado 19/11, às 20h, como parte da mostra competitiva do 29º Festival MixBrasil de Cultura da Diversidade, que acontece de 10 a 21 de novembro de maneira híbrida, com sessões online para todo o Brasil e presenciais em São Paulo, no CineSesc, onde a exibição será gratuita, e os ingressos devem ser retirados a partir das 19h, na bilheteria do cinema. 

No streaming do Festival MixBrasil, A PRIMEIRA MORTE DE JOANA estará disponível entre 11 e 14 de novembro, na plataforma https://innsaei.tv/. É preciso fazer um cadastro gratuito na plataforma para acessar o filme. 

Ganhador de três Kikitos no Festival de Gramado – prêmio da Crítica, Melhor Fotografia (Bruno Polidoro) e Melhor Montagem (Tula Anagnostopoulos) – o longa tem como protagonista Joana (Letícia Kacperski), uma adolescente cuja vida começa a se transformar a partir da morte de sua tia-avó, de quem ela era muito próxima. Isso acaba refletindo também na relação com sua melhor amiga, Carolina (Isabela Bressane).

Além de impressionada com a morte em si, Joana também começa a questionar uma história que corre na família: sua tia nunca namorou alguém, nunca se apaixonou. Em sua investigação, Joana parece querer descobrir o segredo da tia para entender o que ocorre com ela mesma. 

A morte no filme está relacionada à transformação e como, às vezes, precisamos morrer numa forma de ser para renascer nas nossas lutas e conseguir existir. Um poema do Mário Quintana, que inspirou o título do filme, diz que ‘amar é mudar a alma de casa’. Então há também esse aspecto simbólico da palavra morte, que remete ao momento em que se perde o controle sobre o próprio corpo, quando ele passa a ser ocupado pela lembrança constante de alguém por quem nos apaixonamos”, conta a diretora, que assina o roteiro em colaboração com Silvia Lourenço.

O longa contou com uma equipe multinacional em várias etapas da produção. Além de Silvia Lourenço, o roteiro teve consultoria do diretor português João Nicolau, que prestou consultoria, ao lado dos argentinos Miguel Machalski e Gualberto Ferrari. Cao Guimarães, cineasta e artista visual, participou da fase final como consultor de montagem. A equipe de som conta com o uruguaio Raúl Locatelli, e a direção de arte contou com consultoria da mexicana Nohemi González – ambos trabalharam no filme “Luz Silenciosa”, do mexicano Carlos Reygadas. A equipe técnica conta ainda com renomados profissionais gaúchos, como o diretor de fotografia Bruno Polidoro, e a montadora Tula Anagnostopoulos, além da diretora de arte Adriana Nascimento Borba.

A PRIMEIRA MORTE DE JOANA é uma produção de Aletéia Selonk, em uma parceria estabelecida entre diretora e produtora, que já realizaram outras obras em conjunto, como o longa “Mulher do Pai” (Festival de Berlim 2017), e têm projetos em desenvolvimento para os próximos filmes. Este é o segundo longa da dupla e conta com o selo do Berlinale Co-Production Market, evento com foco em mercado do Festival de Berlim. Foi lá, em 2018, que o projeto atraiu a atenção da produtora associada francesa Epicentre Films, que levou o filme para as salas de cinema na França em agosto passado e este mês o lançará em DVD nas lojas especializadas francesas, tendo como bônus o Making of de A Primeira Morte de Joana e o premiado primeiro curta de Cristiane Oliveira, “Messalina” (2004).