Apresentando memórias afetivas do jornalista e apresentador, que se misturam à história da cultura pop no brasil, livro retrata a jornada dos sonhos de infância de um nerd até o empreendedorismo em um dos setores que mais crescem no país

De sua lembrança mais antiga, com os seriados tokusatsu na TV preto e branco da cozinha de casa, passando por super-heróis, álbuns de figurinha e RPGs, até chegar ao universo Star Wars, a biografia “NERD – Minha jornada dos sonhos de infância ao maior evento da galáxia e além” – escrita por Érico Borgo – pode ser definida como uma carta de amor ao público fã de cultura pop. A obra também ilustra a história apaixonada de um homem que decide empreender: fundar um dos maiores sites de entretenimento do país, criar o maior evento de cultura pop do mundo (a Comic Con Experience – CCXP) e se tornar referência entre o público, do nerd ao executivo.                 

“De início, eu escrevia para passar o tempo em voos em uma época em que estava viajando muito. Mas, depois senti a necessidade de registrar essa experiência toda – e acabei indo mais longe do que imaginava […] dedico esse trabalho de anos a todas as pessoas que me apoiaram ao longo da minha carreira. Espero que se sintam representadas aqui e se relacionem com a minha história. Mas é também um livro para quem está buscando seu espaço no mundo, profissional ou pessoalmente, e gosta de conhecer caminhos já trilhados, para que possa refletir sobre as suas próprias direções”, explica Érico.

O lançamento oficial do livro físico acontece em março de 2022. Mas, para garantir o exemplar, é preciso participar já. Um BOX NERD especial contendo o livro será financiado por meio de crowdfunding. Os fãs poderão contribuir com cotas de diferentes valores, de R$ 25,00 a R$ 3.200,00. De acordo com cada cota, o comprador resgatará itens colecionáveis relacionados à história do autor, como bustos de personagem, livro físico ou digital, pôsteres, palestra especial online, um jogo de cartas, autógrafo, mini-espadas e uma caixa do tesouro com itens originais dos anos 1980 curados pelo próprio Érico.      

NERD – PERGUNTAS E RESPOSTAS COM ÉRICO BORGO

O que define um nerd?          
A paixão. O desejo de conhecer tudo sobre um determinado assunto, de entender suas referências, aplicações e discuti-las– em especial em relação a universos fantásticos.
HQs, filmes, séries, RPG e games. Como você costurou todas essas paixões com a sua própria história? Minhas memórias de infância estão muito relacionadas a obras de ficção – eu lembro onde estava quando li, assisti ou joguei essas obras. Costurar os anos de lançamento no Brasil com esses momentos me permitiu fazer uma timeline bastante precisa dos acontecimentos da minha infância e adolescência.

Como surgiu a ideia de colocar suas memórias e experiências como empreendedor em um livro? Eu comecei a empreender ainda na faculdade. Tive meu primeiro escritório de design e clientes logo cedo na minha carreira. A renovação, porém, sempre fez parte dessa jornada – e tive outras empresas e descobri outras habilidades ao longo dela. Até que veio meu grande desafio, criar o evento nerd que se tornaria o maior do mundo. Aprendi muita coisa nesses anos e acredito que algumas dessas histórias podem servir de inspiração para algumas pessoas.

Qual a ideia central do livro?             
Registrar histórias relacionadas à cultura nerd que são minhas, mas que poderiam ser de qualquer pessoa parecida comigo. Minha história é repleta de momentos com os quais outros nerds vão se relacionar. Em um multiverso de vidas nerds, cada história tem variações, mas são muito parecidas já que vivemos consumindo as mesmas coisas e nos mesmos tempos.

Os primeiros capítulos são dedicados ao Érico fã, que via a cultura pop como hobby. Quando passou a ser empreendedorismo? Não existe um momento claro de divisão. A cultura pop sempre permeou minha vida – e o empreendedorismo sempre esteve presente nos meus objetivos. Quando eu trabalhava em construção civil, por exemplo, já levava a linguagem das histórias em quadrinhos ao escritório para ajudar na comunicação com trabalhadores nas obras. Mas claro que a fundação do Omelete mudou tudo. O hobby virou obrigação.       

Este é o primeiro livro lançado pela Huuro. Existem outros projetos editoriais em vista?
Existem conversas, sim. Mas estamos completamente focados neste lançamento e pretendemos levá-lo pelo Brasil, como uma celebração da nossa cultura – e uma comemoração pessoal dessa fase – quero encontrar quem me apoiou primeiro. Depois, inspirados pela experiência, veremos o que vem pela frente.