Crítica por Karen Santos

Tendo sobrevivido a sua provação mortal da sala de fuga, Zoey (Taylor Russell) planeja expor a organização maligna Minos com seu companheiro sobrevivente Ben (Logan Miller). Mas depois de se aventurarem em Nova York para entrar no QG da Minos, eles se vêem presos em outro jogo com um grupo de outros ex-fugitivos.

O “Escape Room” original trouxe um grupo de pessoas atraídas para um jogo construído pela Minos Corporation. Em cada sala que eles encontravam tinha um tema visual diferente, e somente resolvendo pistas complicadas os heróis poderiam escapar com vida. No final, deveria haver apenas um sobrevivente, mas Zoey encontra uma maneira de pensar fora da caixa, salvando não apenas a si mesma, mas também Ben. Depois, naturalmente, ninguém acredita em sua história.

Algum tempo depois, Zoey, determinada em buscar justiça por seus colegas mortos, enquanto segue em tratamento do grande trauma psicológico do primeiro filme, decide viajar junto com Ben, para Nova Iorque em busca de pistas para que as autoridades e sua terapeuta possam, enfim, acreditar no que ela viveu. As pistas levam Zoey e Ben a um edifício misterioso na cidade de Nova York, mas desenvolvimentos estranhos os levam para um vagão do metrô que rapidamente descarrila e os envia – e um pequeno grupo de estranhos, cada um dos quais já sobreviveu a outra sala de fuga – em um passeio turístico totalmente novo.

Em um torneio dos campeões, geralmente, se espera uma competição entre os participantes mais prestigiados, ou como o próprio nome diz, campeões. Neste caso, os campeões venceram verdadeiras salas de torturas anteriores e escaparam da morte, mas como prêmio ganharam grandes traumas físicos e psicológicos.

As provas desse novo desafio parecem ser fáceis, fato até mesmo observado pelos participantes, afinal de contas, eles venceram nas suas respectivas salas. E essa perspectiva é comprovada no desfecho por Zoey. (sem spoiler). Não há muita diferença entre o primeiro filme, no quesito suspense e não há oportunidade de nos aproximarmos e criar simpatia pelos personagens a ponto de escolher o favorito para um desfecho positivo.

Na foto: Rachel (Holland Roden), Nathan (Thomas Cocquerel), Ben Miller (Logan Miller), Brianna (Indya Moore) e Zoey Davis (Taylor Russell).

A única faísca de empatia mais profunda se da pela esperança dos personagens conseguirem escapar, mas isso é corroído tão rápido quanto o cenário na chuva ácida da próxima prova. Não são filmes sobre protagonistas passando por uma transformação significativa, mas sim tutoriais estendidos do YouTube de lugares legais que você nunca, jamais, gostaria de ir.

As salas em que esses personagens estão presos são as verdadeiras estrelas desta produção. Assim como no primeiro filme, o diretor Adam Robitel, que voltou para esta sequência, faz a introdução de cada ambiente especial. Os personagens são cuidadosamente coreografados ao redor das salas, oferecendo um tour abrangente de todas as pistas reais e falsas, para que o público possa entender todas as formas como a situação muda conforme cada quebra-cabeça inteligente e complicado avança. Cada nova cena parece um convite para especular sobre o que pode acontecer a seguir.

“Escape Room 2″se joga de cabeça em sua própria estupidez, mas evita se ferir seriamente no processo. Tudo sobre esse filme é irracional – especialmente o enredo, com mais de uma reviravolta “inteligente” que faz o exato oposto do sentido – mas em nenhum momento o filme de Robitel afirma o contrário, então não temos o direito real de nos sentirmos traídos quando o filme perde sua conexão com a realidade.


Ficha técnica: Escape Room 2: Tensão Máxima

Título original: Escape Room: Tournament of Champions
Ano produção: 2021
Dirigido por Adam Robitel
Estreia: 16 de Julho de 2021 (Mundial)
Duração: 88 minutos
Classificação: 14 – Não recomendado para menores de 14 anos
Gênero: Ação Aventura Terror
Países de Origem: Estados Unidos da América
Sinopse: Seis pessoas se encontram presas em uma nova série de escape rooms, contra a própria vontade, apenas pra descobrir que o que eles tem em comum, além da vontade de sobreviver, é que todos eles já jogaram aquele jogo antes.